segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O conto medievo (Sinopse) - Isabel J.

Foi inspirado no mito grego de Artémis e a Corça. Basicamente, tocam-se nas linhas da rapariga que se apaixona por alguém que não pode, uma vez que deveres superiores se impõem e a sua obediência aos seus princípios faz com que o homem que ame acabe morto.
No caso de Diana (nome escolhido por alegoria à própria Artémis) a personagem principal, uma princesa da época medieval, apaixonar-se-à por Santiago, pajem e primo de Dinis, príncipe a quem se encontra prometida para casar.
Aqui desenrolar-se-à um triângulo amoroso em torno destes três nomes. Dinis quer e está no dever de ter Diana, esta ama Santiago e este retribuiu. Este amor deverá começar antes do casamento de Diana e Dinis e prolongar-se por vários anos após a união destes. Porém, ao bom-tom medieval e das cantigas de amor, será um amor platónico, à distância, espiritual.
Eventualmente, pela mão de um criado é entregue a Dinis alguma da correspondência trocada entre a mulher e o primo e o pico do conto é atingido. Numa discussão acesa e violenta entre os primos, a que imponentemente Diana assiste, rebenta um duelo em que Dinis derrota Santiago, conduzindo esta personagem à morte.
Em sinal de luto, Diana nunca mais vestirá outra peça de roupa que não seja preta e o cabelo será sempre visto preso. Quando Dinis morre, numa batalha, o filho mais velho suceder-lhe-à o trono e Diana conservar-se-à até ao seu último momento num convento, em voto de silêncio. Isto tudo, baseando-me na história da Imperatriz Sissi e na rainha D. Leonor, de Portugal, dramatizando mais as histórias originais.
Para maior empatia para com as personagens Diana e Santiago e a sua relação extra conjugal, Dinis reunirá em si características com conotações mais negativas e pesadas, representando um tirano, um vilão, de forma a criar um desagrado crescendo com a sua personagem da parte do leitor.
Diana será uma princesa muito recatada, educada e elegante, como se o auge da mulher perfeita. Daí ser disputada tão ferozmente por dois homens.
Já Santiago será o típico homem galã, de bom coração e corajoso. Serão compostas várias cenas para que o leitor tenha oportunidade de sentir compaixão pela personagem que tão perdidamente ama a princesa sem a poder ter para si, vendo-a às mãos de Dinis. Assim, o leitor poderá sofrer, em conjunto com Diana, a perda de Santiago. E, até, ao longo do texto, torcer para um rasgo de esperança para que eles consigam desencobrir uma relação.
Optei por uma base muito simples e bastante conhecida para o conto, uma vez que é fácil de moldar, existem várias referências a que posso recorrer e poderei preenchê-la com experiências minhas; como se eu fosse a manteiga e este cliché uma torrada. Só uma vez desenvolvido se poderá distinguir dos pré-existentes. Para já, são apenas estas as linhas que ficam mencionadas.

Joca Sibilante

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